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15 de Agosto de 2022

Bolsonaro e a pior decisão da campanha: a escolha de Mourão

Ao definir chapa, deputado se esqueceu da principal função de um candidato a vice presidente da República.

Felipe Cherque de Marchi, Estudante de Direito
há 4 anos

Um presidente não é eleito apenas pela força das redes sociais. Pelo menos ainda não. O tempo de TV e a penetração do candidato entre os indecisos é fundamental e, convenhamos, basta um clique para perceber que a internet é extremamente polarizada em relação à política, seja à esquerda ou à direita.

Ao escolher o general, agora reformado, Hamilton Mourão, Bolsonaro negligencia a principal função de um vice na corrida presidencial: a ampliação do tempo de TV e a diversificação do eleitorado e, diga-se de passagem, o nome de Janaína Paschoal cumpriria com louvor o papel de incluir uma parte do eleitorado feminino ao deputado.

Bolsonaro e Mourão terão algo em torno de 14 segundos (num total de 25 minutos em cada bloco) do tempo de TV no horário eleitoral gratuito. Num país onde 39% da população ainda não tem acesso a internet, esse tempo é extremamente irrisório.

O nordeste é a região do Brasil onde há o maior número de pessoas sem qualquer conexão à internet, aproximadamente 10,5 milhões de pessoas. Coincidentemente e tradicionalmente, também é a região onde o PT possui sua maior base eleitoral. Sem tempo de TV, fica inviável "converter" um número considerável de eleitores.

A popularidade de Jair Bolsonaro na internet, em tese, não será suficiente para levá-lo ao Palácio do Planalto. Se isso acontecer, deveremos começar a considerar a internet como um território fértil efetivo para a conversão do eleitorado, o que, pelo menos por enquanto, não ficou comprovado.

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16 Comentários

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o Brasil virou um pais sem regras onde concordar com o que aparece na midia esta correto. os bons costumes foram deixado de lado em nome do politicamente correto, a baderna esta comendo souto. ser bandido é moda, assaltante é celebridade , roubar na política virou regra, não existe democracia, se voce opinar uma opinião contraria aos supostos herois da liberdade voce é taxado de fascista. banalizaram a mulher como sendo objetos nas musicas, crianças perderam suas inocências ,ser pobre é obrigação,somente um governo radical poderacolocar o Brasil em um patamar de respeito, é a minha opinião. continuar lendo

Concordo com você, Elias. continuar lendo

Discordo! Há muita generalização na sua fala! não se coloque em patamar de imaculado e pregador da moral e dos bons costumes... não colabore para a perpetuação do achismo e do senso comum. continuar lendo

Concordo, só um governo radical para poder colocar o Brasil nos eixos.

Mas para ser um governo radical, imperioso que primeiro seja governo.

E para ser governo, necessário ganhar as eleições.

Bolsonaro tinha boas alternativas. Que realmente acrescentavam alguma coisa, e conferiam o mínimo de confiabilidade ao seu programa. Janaína (ao que soube) recusou, mas Orleans e Bragança estava interessado.

Que fez? Escolheu um indivíduo extremamente parecido consigo. Que não acrescenta absolutamente nada - fora seis segundos de televisão. continuar lendo

Bolsonaro não teve escolha, ninguém com horário político quis se aliar a ele. Mas a escolha de Mourão foi acertada para os objetivos dele, pois vai ganhar o eleitorado "intervecionista".

Quem se deu mal nessa história toda foi o PT, gastando munição na candidatura inviável do Lula, e ainda colocam como vice Fernando Haddad, que nem se reelegeu na prefeitura de São Paulo. Perdeu o PT em não por um vice para o Ciro Gomes.

Bolsonaro vai ganhar com base na burrices que o PT vem cometendo desde a primeira eleição da Dilma, dando murro em ponta de faca. continuar lendo

Acho que é uma decisão baseada em competência e outras virtudes continuar lendo

Espero que a galera do lulalivre acorde e não afunde mais o pais onde já está. continuar lendo